O Morro que tem o nome errado

20 12 2010

Localização: Brasil, Bahia, Valença, Morro de São Paulo
Quando: Dez/09 a Jan/10 (7 dias)

 

O primeiro post não foi escolhido por acaso: a ilha de Morro de São Paulo fica na Bahia. Explico: minha família materna é toda baiana e eu que (infelizmente) nasci em São Paulo, queria era ter nascido lá: na terra das praias mais lindas do mundo, da brisa fresca com cheiro de liberdade, de pessoas incríveis que falam “oxente”. Sem contar o acarajé, o Senhor do Bonfim e o axé (a poesia brega que todo mundo precisa).

Para chegar até a paradisíaca ilha é preciso disposição, mas já aviso que a recompensa é de arrancar lágrimas dos corações mais sensíveis. Sintam com os olhos as provas:

 

 

Você tem 3 opções para chegar lá:

Catamarã: duas horas de percurso. Não se esqueça do dramim. Se não ficar enjoado com o trajeto em alto mar, ficará ao ver 90% da tripulação vomitando ao seu lado.

Táxi aéreo: se joga na coragem de andar de teco-teco. Compensa: em 20 minutos você já chegou.

Ferry boat + ônibus + lancha: o dinheiro ta curto? Pegue o ferry boat em Salvador, desça em Itaparica e de lá vá de ônibus até Valença. Depois só falta pegar uma lancha até Morro. É uma maratona!

Ao chegar (minha opção foi o catamarã) o primeiro deleite: o porto não tem nada de guindastes e navios. Ele é minúsculo, só comporta embarcações de pequeno porte, tem um chão de concreto e um toldinho por cima. Adorei.

 

 

A rusticidade se mistura com as piscinas naturais de águas cristalinas que refletem os desejos mais límpidos dentro da gente. Carros não entram, os passeios ficam por conta de suas pernas. E prepare-se: subidas e morros não faltam. Tem ainda a feirinha de artesanato e os hippies espalhados por todos os cantos.

 

 

Morro da Bahia, isso sim! Lugar de contrastes: de agito ou calmaria, de luxo ou simplicidade, de natureza ou… natureza!

 

Não perca!

As quatro praias:

* Primeira Praia: bem pequenininha (300 metros), a única da ilha com ondas (mas são poucas, nada de surf). Tem peixes, corais e uma tirolesa para os corajosos.
* Segunda Praia: caminhe mais um pouco, pule algumas pedras e desfrute do agito e da beleza. À noite, os bares colocam suas mesas na areia, promovem luaus e encontros à luz de velas. Um charme!
* Terceira Praia: é de lá que saem os passeios de barcos para as ilhas vizinhas.
*Quarta Praia: praticamente deserta, a maior de todas as praias, conta com hotéis na frente do mar, coqueiros e sossego.

Boipeba: é outra ilha, com praias paradisíacas. Feche um passeio com as empresas que ficam na terceira praia. (Na época paguei 30 reais).

Mergulho: só com máscara e snorkel você pode mergulhar nas praias, próximo dos arrecifes.

Toca do Morcego: balada com clima hipongo, no alto de um morro, com o pôr do sol mais lindo que já vi. Tem redes, esteiras estiradas no chão, caipirinhas exóticas e música ao vivo. Dá pra sair da praia e ir direto.

 

 

 

 

Melhor Cia: Amigos, família, um amor… em separado ou tudo junto.

 

Trilha Sonora Sugerida:

 

 

Onde ficar:

Nos hotéis na beira da praia – se prefere conforto, ou em cima dos morros – se gosta de convívio com bichos selvagens (tipo mosquitos, passarinhos e lagartos).

 

Onde comer:

Restaurantes deliciosos e baratos ficam um pouco escondidos, mas quem persistir acha alguns deles, com boas opções de moqueca de peixe.

Café das Artes: bolos, doces e cafés em um clima aconchegando, com decoração inspirada e charmosa. Serve também almoço e jantar. Quem gosta de camarão vai gostar. Fica na frente da praça principal.

 

Furadas:

Alugar uma casa perto do porto: a maior furada que fiz, já que o movimento não para um minuto se quer. Sem contar o calor (o sol bate o dia todo em algumas casas dali).

Ir em alta temporada: Outra burrada, já que ilha fica com tanta gente que chega a ser claustrofóbico. Prefira ir entre outubro e novembro ou só depois do carnaval. Mas se você gosta mesmo é do agito e do contato humano (ao extremo) essa é a melhor época.

 

Mais fotos em: http://www.flickr.com/photos/sejoganomundo/

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